Rock - Contos, Lendas e Fábulas

The Dark Side of The Rainbow

O LADO ESCURO DE OZ

Um dos mitos mais famosos que envolve um álbum de rock fala a respeito de um suposto fenômeno de sincronia entre The Dark Side of Th e Moon (1973), trabalho da banda psicodélica inglesa Pink Floyd, e o filme O Mágico de Oz, de 1939. O disco levou a popularidade da banda para as alturas: a faixa Money invadiu as rádios norte-americanas ficou entre o Top 20; nas paradas britânicas, ficou entre as mais tocadas por 301 semanas. Dark Side possui efeitos sonoros incidentais e apresenta uma idéia completamente nova: coloca partes de entrevistas ao longo das músicas, a maioria gravada em estúdio. As letras desse álbum falam sobre as diferentes pressões no dia-a-dia do ser humano. O disco foi gravado no estúdio Abbey Road, em Londres, o mesmo em que os Beatles fizeram vários de seus álbuns. Segundo alguns conspirólogos (nome que se dá àqueles que estudam conspirações e que, muitas vezes, são os principais responsáveis por espalhar os boatos), só por ter sido gravada no mesmo estúdio dos Beatles, a obra mais famosa do Pink Floyd já seria uma espécie de “influência psíquica indireta” sobre os ouvintes.

Quando a história da sincronia de Dark Side com o filme O Mágico de Oz foi divulgada, na década de 1990, muitos fãs se mostraram um pouco céticos sobre o assunto. Tal fato foi negado diversas vezes tanto por Roger Waters, compositor e vocalista da banda, quanto por David Gilmour, também vocalista e guitarrista do Pink Floyd. No entanto, os conspirólogos continuam insistindo no assunto.

DESENHO PSICODÉLICO

Com uma cópia do disco The Dark Side of the Moon e um exemplar do DVD do filme O Mágico de Oz é possível conferir a simultaneidade entre as obras na sua casa

A sincronia do álbum The Dark Side of The Moon, do Pink Floyd, com o filme O Mágico de Oz pode ser facilmente reproduzida em casa. Basta uma cópia do filme em DVD e o CD da banda inglesa psicodélica (as fitas VHS e os discos em vinil são mais difíceis de serem sincronizados).

Primeiro, coloque o CD para tocar e aperte o Pause. Em seguida, ponha o DVD no aparelho e aguarde ser carregado. Pressione a tecla Play de seu controle remoto para dar inicio ao filme. Quando as imagens começarem a aparecer na televisão, aguarde o leão símbolo do estúdio Metro- Goldwyn-Mayer rugir. Detalhe importante: a simultaneidade das obras só pode ser conferida com a versão original do Mágico de Oz, em que o começo do filme é em preto e branco. Se a versão for colorida, o resultado pode ter ligeiras diferenças.

Depois do terceiro rugido do leão, aperte o Play de seu CD e imediatamente acione a tecla mudo da sua TV. Há quem diga que uma sincronia maior entre as obras é obtida quando o CD é acionado após o primeiro rugido do leão. Depois, basta acompanhar o desenrolar do filme e prestar atenção na música. Importante: não se esqueça de programar o CD para tocar de novo quando acabar sua primeira execução.

Se você consegue entender bem a língua inglesa e as letras das músicas, a possibilidade de apreciar o efeito é maior, pois muito do que é cantado aparece na tela. Por exemplo:

• A tia de Dorothy parece dizer leave (parta, em português) ao mesmo tempo em que é dito o verso leave, but don’t leave me (parta, mas não me abandone) na música Breathe
• Look around (olhe ao redor), e Dorothy olha ao redor
• Dig that hole (cave aquele buraco) e o fazendeiro do filme aponta para o chão
• Moved from side to side (moveram- se de um lado para o outro), e os Munchkins correm de um lado para outro quando surge a Bruxa Má do Oeste.
• Black and blue (preto e azul), quando é dito black, a bruxa é vista, quando é dito blue, aparece o rosto azul dela
• Os sons de relógios na introdução da música Time começam a tocar assim que a personagem Elvira Gulch aparece na bicicleta, e cessam assim que ela pára de pedalar
• A canção The Great Gig in the Sky se inicia assim que o tornado se aproxima no filme, e suas mudanças de ritmo combinam com o clima
• A música Money começa quando Dorothy abre a porta para o mundo de Oz e o filme deixa de ser preto-e-branco e torna-se colorido
• As bailarinas do desenho dançam ao ritmo de Us and Them

Ninguém sabe ao certo como surgiu a idéia de simultaneidade entre o trabalho da banda inglesa e o filme baseado no livro do escritor norte-americano Lyman Frank Baum. Sabe-se apenas que em 1994 os fãs da banda já discutiam o assunto abertamente no grupo de discussão do site Usenet (alt.music.pinkfloyd). Desde então, o assunto foi estudado exaustivamente por músicos, pesquisadores da história do rock e até por profissionais de vídeo. Passou a ser uma referência de cultura popular já no ano seguinte, quando, em agosto de 1995, um jornal de Fort Wayne, no Estado norte-americano de Indiana, publicou o primeiro artigo na grande mídia sobre a sincronia.

Não demorou muito para que os fãs começassem a criar sites na internet, onde pudessem descrever suas experiências enquanto viam as coincidências entre as duas obras. A legião de interessados cresceu quase exponencialmente em 1997, quando um locutor de uma rádio de Boston discutiu o fenômeno no ar. Isso levou a mais uma chuva de artigos de revistas especializadas em rock e um segmento inteiro dedicado ao assunto no informativo da emissora de televisão MTV norte-americana.

Interessado em atrair a atenção para o fenômeno, o canal por assinatura norte-americano Turner Classic Movies (TCM) exibiu O Mágico de Oz junto com Dark Side, como trilha sonora opcional. Os fãs que se interessam pelo sincronismo falam que já juntaram mais de 100 momentos de conexão entre o filme e o disco. É claro que o álbum em si é de menor duração que o filme, por isso o correto é fazer com que o disco recomece depois que termine sua primeira execução. E os fãs afirmam que o fenômeno chega a se repetir.

Dizem que os exemplos de sincronismo podem ser percebidos nas seguintes passagens: o verso balanced on the biggest wave (balançado na maior das ondas), da música Breathe, é cantando enquanto a personagem Dorothy se balança em cima de um muro; quando Roger Waters canta “who knows which is which” (quem sabe quem é quem), na balada Us and Them, as bruxas boa e má do Mágico de OZ se confrontam no filme; e o verso the lunatic is on the grass (o lunático está na grama), da faixa Brain Damage, é cantado enquanto o Espantalho, cujo corpo é preenchido com grama seca, age freneticamente como um louco.


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Clube dos 27

Inicio

O clube dos 27 é uma história interessante da história musical, e com certeza ainda sem um final.

Tal clube refere-se à músicos, principalmente alguns lendários, que morreram em suas 27 primaveras, alguns com mortes inexplicáveis até hoje.

Os principais integrantes do grupo são:

Robert Johnson (08/05/1911 - 16/08/1938)

Considerado por muitos o avô do Rock and Roll, mesmo com o pouco tempo de vida, influenciou músicos como Jimi Hendrix, Bob Dylan e Eric Clapton, que o chamava de "o mais importante cantor de blues que já viveu".

Um mito popular conta que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi, em troca da proeza para tocar guitarra. Este mito foi difundido principalmente por Son House, e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas, como "Crossroads Blues", que falava de uma encruzilhada e do seu encontro com o demônio.

Sua história foi pano de fundo para o filme "A Encruzilhada" (Crossroads), de 1986, com Ralph Macchio. Há várias versões populares para sua morte: que morreu envenenado pelo whisky servido por um dono de bar, enciumado por Robert ter flertado com sua esposa, que morreu de sífilis e que havia sido assassinado com arma de fogo. Seu certificado de óbito cita apenas "No Doctor" (Sem Médico) como causa da morte.

Brian Jones (28/02/1942 - 03/07/1969)

Brian Jones foi um dos fundadores da lendária banda, Rolling Stones. Ele convidou Jagger e Richards, em 1962, para formar uma banda, que se chamaria The Rolling Stones, inspirado no trecho de uma canção de Muddy Waters que dizia: "… pedras rolantes não criam musgo…".

Apesar da fama e fortuna originada pelo sucesso da banda, Brian acabou por ceder ao uso desregrado de drogas, o que lhe valeu o desprendimento do grupo em 8 de Junho de 1969. Menos de um mês depois, no dia 3 de julho, Brian foi encontrado afogado na piscina de sua casa.

O Trio "J"

Jimi Hendrix (27/11/1942 - 18/09/1970)

Jimi Hendrix é até hoje considerado o maior guitarrista de todos os tempos por muitos e sua obra influencia músicos de todas as idades. Hendrix permaneceu na Inglaterra, e, em 18 de Setembro, foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, Monika Dannemann, desacordado após ter tomado nove pílulas de Vesperax (forte analgésico), tendo, em seguida, se asfixiado em seu próprio vômito. O laudo do hospital disse que Hendrix chegou ao hospital já morto. Seu corpo foi mandado de volta para casa e enterrado no Greenwood Memorial Park, em Renton, estado de Washington, nos Estados Unidos.

Janis Joplin (19/01/1943 - 04/10/1970)

Janis, cantora americana de blues, influenciada pelo rock e pelo soul com uma voz marcante, fez de seu nome uma lenda nos anais da música, tanto pelo talento como por suas loucuras. Morreu de overdose de heroína em 4 de outubro de 1970, em Los Angeles, Califórnia. Foi cremada no cemitério-parque memorial de Westwood Village, em Westwood, Califórnia, e numa cerimônia, suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico.

Jim Morrison (08/12/1943 - 03/07/1971)

Vocalista da banda "The Doors", Jim virou uma lenda da música por suas letras e seu jeito de viver a vida como se vivesse em seu próprio mundo.

Morreu em Paris, na banheira. Muitos fãs e biógrafos especularam sobre a causa da morte, se teria sido por overdose, pois embora Jim não fosse conhecido por consumir heroína, Pam fazia-o (morreu de overdose em 1973) e é sabido que nesse Verão correu Paris à procura de heroína de uma pureza invulgar. Outra hipótese seria um assassinato planejado pelas próprias autoridades do governo americano. O relatório oficial diz que foi “ataque de coração” a causa da sua morte. Está sepultado no famoso cemitério do Père-Lachaise em Paris. Devido a atos de vandalismo de alguns fãs, por diversas vezes a associação de amigos do cemitério sugeriu que o corpo fosse transferido para outra necrópole.

Cobain

Kurt Cobain (20/02/1967 - 05/04/1994)

Kurt, conhecido guitarrista e compositor da banda Nirvana, um dos protagonistas do cenário grunge, é tido como um dos maiores artistas da década de 90.

Suicidou-se com uma espingarda em sua boca, em sua própria casa. A autópsia encontrou traços de benzodiazepinas (tranquilizantes) e heroína no sangue de Kurt. O nível de heroína era tão algo que mesmo ele – famoso pela enorme quantidade que tomava – não poderia ter sobrevivido por muito mais tempo do que aquele que levou para disparar a arma.

De acordo com o livro Heavier Than Heaven, sua biografia, a irmã de Kurt afirma que, quando criança, ele dizia o quanto queria entrar para o clube dos 27.


1 comentários:

  1. Cara, não consegui fazer essa sincronia ¬¬

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